Se Eu Fosse Apenas... (Cecília Meirelles). Se eu fosse apenas uma rosa, Com que prazer me desfolhava, Já que a vida é tão dolorosa E não te sei dizer mais nada! Se eu fosse apenas água ou vento, Com que prazer me desfaria, Como em teu próprio pensamento Vais desfazendo a minha vida! Perdoa-me causar-te a mágoa Desta humana, amarga demora! – de ser menos breve do que a água, Mais durável que o vento e a rosa... OBS.: De volta ao blog por um bom tempo sem nenhuma atualização, sem acesso a internet e tendo que saborear as diversas mudanças que a vida nos apresenta. E pra início breve de uma conversa. Volta e meia estou sempre lendo os versos dessa poetisa eternizada na literatura brasileira: Cecília Meireles. O mais fascinante é que suas rimas, mesmo escritas há muito tempo atrás, tempo este em que eu nem era nascida, são tão atuais e ressoam em minha alma vibrações, versos de ternura, de amores verdadeiros. De uma alma que foi lacerada em cortes finos e que me redimi a poetisar também e que me fez tornar a poetisa que sou hoje. Porque a arte minha gente, toda essa poesia nos alivia o peso da vida. Nos protege com mãos delicadas, para que a dor que nos feri, que nos arde, e o amor que venhamos a oferecer que outrora se desfez pelo desdém do outro, também nos eterniza. Inúmeros versos de Cecília parecem que foram escritos sobre medida pra mim, ou mesmo tenho uma impressão que já li ou escrevi vários dos seus versos, é uma sensação estranha e ao mesmo tempo tão familiar ao meu mundo literário. Essa poesia “Se eu fosse apenas”, acompanha minha vida sempre, cada vez leio causa sentimentos diferentes ou vão se completando uns com os outros. Presenciei nesse percurso que algumas pessoas foram desfazendo de mim assim, exatamente como descreve o poema. Eu vi, senti diversas vezes em alguns amores que tive como dói ser desfeito, ser desfolhado. Como doem os amores não correspondidos! E me ponho nesse “Se eu fosse”...Como seria? Será que eu tivesse agido assim ou assado, talvez as coisas tivessem sido menos pesadas. Tenho pensando no valor pequeno desses gestos simples, bem como suas repercussões na minha vida. E fico a interrogar, será que um dia viverei e poderei ofertar sem desdém ao outro todo amor que poetizo?! Enfim, agora que de alma solitária a escrever versos de um amor que arde, que ensina; que espera a tão sonhada chegada, que não se sabe quando ou se virá. Nesse esboço imperfeito de uma perfeição querida, desejada e amada.
Escrito por Fé às 13h28
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19/07/2009
De onde vai nascer A estrela que vai te trazer? Onde vai brilhar os seus olhos, Me diz que eu vou te buscar... Diz aonde vai estar Largo tudo e vou te encontrar! Já está escuro E você ainda não ligou... De onde vai surgir? De um raio de sol Ou numa folha que o vento leva e trás... De onde você vai surgir Estou pro As estrelas vão denunciar o esconderijo Que te guarda pra mim. Os meus olhos irão te entregar todos os meus sonhos E finalmente vou viver esse amor, Sem que uma nuvem cubra a mais linda estrela... A nossa estrela, A que protege o nosso amor. De onde você vai surgir? Juro que dessa vez não vou fugir, Vou te amar Sem pensar... OPS.: Esse poema é meio bobinho, infantil, mas expressa o que no momento estou sentido. Estou a espera de um mínimo sinal, pra brilhar junto com esse sol, a minha estrela. Ou talvez deixar que o brilho fique opaco e se perca novamente como uma folha que o vento leva e trás.
Escrito por Fé às 00h28
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SAUDADES Álvares de Azevedo Foi por ti que num sonho de ventura A flor da mocidade consumi... E às primaveras disse adeus tão cedo E na idade do amor envelheci! Vinte anos! derramei-os gota a gota Num abismo de dor e esquecimento... De fogosas visões nutri meu peito... Vinte anos!... sem viver um só momento! (...) Foi esse o amor primeiro! requeimou-me As artérias febris de juventude, Acordou-me dos sonhos da existência Na harmonia primeira do alaúde. (...) E por três noites padeci três anos, Na vida cheia de saudade infinda... Três anos de esperança e de martírio... Três anos de sofrer — e espero ainda! A ti se ergueram meus doridos versos, Reflexos sem calor de um sol intenso, Votei-os à imagem dos amores Pra velá-la nos sonhos como incenso Eu sonhei tanto amor, tantas venturas, Tantas noites de febre e d'esperança... Mas hoje o coração parado e frio, Do meu peito no túmulo descansa. (...) VII Eu vaguei pela vida sem conforto, Esperei o meu anjo noite e dia E o ideal não veio... VIII Passei como Don Juan entre as donzelas, Suspirei as canções mais doloridas E ninguém me escutou...! Oh! nunca à virgem flor das faces belas Sorvi o mel nas longas despedidas... Meu Deus! ninguém me amou! (...) (Poesia 12 de Setembro- Álvares de Azevedo) PS.: Fiquei algum tempo sem atualizar o blog, muita correria, fim de ano, férias. Mas estou de volta, gostaria de estar voltando com grandes sonhos realizados, com aquele mais desejado. Escolhi algumas estrofes das poesias: “Saudades e 12 de Setembro” de Alvares de Azevedo por expressar tão bem, os voluptuosos cânticos de amor do livro “A Lira dos Vinte Anos”. E eu vivi alguns amores arrebatadores antes mesmo dos meus 20 e continuando já no final dos meus 26. Ao ler as poesias de Alvares vejo que os amores daquela época não foram tão diferentes dos meus. E foi, a um Amor que declarei e fiz minha sentença marcada. Ele que cujos versos escrevi dia após dia na minha mocidade toda. A ele um livro inteiro dedicado, desde a primeira vez que nos encontramos. Ali foi que começou tudo, foi nessa idade do Amor, que envelheci meu Deus! Foi muitas esperas e incertezas trazidas por ele. E por alguns anos padeci, anos de esperança e martírio. Ele foi o único em tudo. O único que não beijei, o único que me fez chorar noites a fora, a cada resposta negativa, a cada silêncio interminável, a cada carta enviada. E a dor de saber que a mesma que fora escrita com tanto devodamento, rasgada pelas mesmas mãos que um dia eu esperei, desejei afagar as minhas, e delinear todo meu corpo docemente. O único que com seu orgulho e desdém machucava meu ser intensamente. O único que feria minha alma a cada novo romance. O único que desconversava tudo descaradamente! O único que fazia meu coração palpitar em batimentos graves e estrondosos. O único que trazia consigo involuntariamente o sabor da mesma esperança a cada fim de romance. Ele foi o único que me fez rir com intenso prazer, o único que me fazia sentir plena de mim, o único que me fez sonhar e o mesmo que sem piedade me arrancou do sonho. Era o único que me deixava amando literalmente. Mas ele foi implacável em sua resposta, foi ele o Amor-amado que com frieza me disse: NÃO!
Escrito por Fé às 18h39
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Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo. Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos. Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem. Já amei pessoas que me decepcionaram. Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto. Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir. Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.. Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva. Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse. Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros. Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava. Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali". Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais. Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria. Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava. Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram...Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim. Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração! Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente! Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE! (...) (Clarice Lispector)
PS.: Esse texto veio na hora certa pra mim. Selecionei algumas partes que mais se encaixam no que vivi e estou vivendo recentemente... Clarice Lispector é sensacional, escritora de uma sensibilidade e vivência tamanha! Arrepiei quando li esse texto, vivi boa parte desses dialetos escritos por ela. Sim, já escondi e escondo amores com medo de perdê-los. E como isso dói! Nesse texto se eu fosse escrevê-lo diria "também já perdi amores e pessoas especiais por ter-me declarado", isso é uma faca que trespassa alma. É a pior sensação que se tem: perder alguém que é especial, pelo próprio amor. Dói demais. Tenho me tornado uma pessoa fria, acuada frente a isso. Pois na realidade não vale à pena se proferido, por tudo que tenho passado o caminho me mostra ser assim. Quem souber me mostre outro jeito? Sei que fico nesse esconderijo sem saída. Já dei valor em quem não merecia, e o mais chato é que muitos vêem a nós empolgadissímos, querem seu cel, msn, orkut, conversam com vc depois dizem: "ah, fulano temos q nos ver mais vezes, vamos marcar algo pra gente se distrair...?" e depois nunca ligam? Inventam desculpas esfarrapadas, mil coisas pra não se encontrarem!E eu não sou boba, não adianta desconversarem, eu percebo tudo! E isso me chateia demais! Se não quer envolver-se comigo, por favor não me peça tele, não diga que vai me ligar, não diga que quer me ver mais vezes, se na verdade não quer ou não sabe se deve, não faça promessas que não possa cumprir. Eu não quero ser somente um número na sua agenda a mais, não quero estar em sua lista de amigos do orkut, só pra aumentar número. Eu não suporto situações assim! Na verdade, tudo isso me entristece cada dia mais! "Não me deixe passar em sua vida como se eu nunca tivesse entrado nela. Não me deixe num canto sozinha, como uma lembrança remota e amarela." (Germana F.).
Escrito por Fé às 00h16
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“Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ela está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...”
OBS: Nesses últimos meses tenho sentido uma forte saudade, de forma indefinível.Não sei de quê e nem de quem.É uma saudade desassossegada.Talvez saudade de pessoas que estão longe, de amigos que se ausentaram e não sabem o quanto são importantes.De familiares, pessoas que se foram, de pessoas que Amei, momentos que vivi. Sei que quando chega o fim do ano, é uma sensibilidade à flor da pele.Cheiro de saudade no ar.Natal chegando, final de semestre, despedidas.Muitas lembranças se afloram.Todos os anos são assim, mas sinto algo diferente, como se algo tivesse se cumprindo, chegando ao fim.Não sei de quê especificamente, mas sinto que um ciclo de alguma coisa está se processando, talvez em minha vida ou no dos que me cercam.Não sei ainda, mas sinto algo assim.Sei que esse fim de ano não será o mesmo.Será único!Vi numa reportagem sobre essa questão da saudade, e dizia que a saudade é a expressão concreta do amor e assino embaixo.Pois, ela é um fenômeno humano, o amor é especificamente humano, ou seja, somente o ser humano é capaz de amar.Acredito que a saudade é um sentimento que nos faz experimentar que somos capazes de dar algo ao mundo e, além disso, também podemos receber.O que vai nos permitir colher do encontro um valor.Conheço pessoas que dizem que não gostam e nem querem sentir saudades, e até mesmo aquelas que não se permitem sentir, relutam contra isso.Que não se permitem envolver com os outros, estabelecer vínculos.Ou até mesmo aquelas sem amor próprio que vivem em função do outro, se fecham pra si e se esquecem que ao seu redor há pessoas que o amam.Ou mesmo que tratam o outro como algo descartável, que usou um determinado tempo e agora não quer mais.E aí?E os sentimentos desse outro, como ficam?Creio que quem não quer ter saudade é SÓ NÃO SE ENVOLVER COM AS PESSOAS, é não AMAR, é NÃO TER AMIZADE, na verdade pra mim, é não VIVER. O que seria impossível, e nos tornaríamos eternamente INFELIZES, uma vez que somos de alguma forma seres SOCIAIS.Acredito que a saudade demonstra o quanto fomos amados, principalmente; o quanto amamos.Por eu sentir saudade mesmo que saiba de que, sei que é justamente quando a saudade “dói” na alma é que se percebe o tamanho e a profundidade do amor experienciado.Portanto, tenho aprendido que se deve viver bem a saudade, não sentir pena de você mesmo(a).Você pode chorar, o seu coração pode doer e sentir até muitas vezes que não irá dar contar de suportar, mas, acima de tudo, também pode perceber que a nossa vida tem algo importante pra você realizar e há pessoas esperando pra vc amar!Aprendi que NÃO devemos PARAR na DOR, e sim; ir além dela!Bom, acho que é por aí! Devemos amar quem nos trata bem e esquecer quem nos trata mal. “Só se tem saudade do que é bom, se chorei de saudade não foi por fraqueza, foi porque eu AMEI”.
Escrito por Fé às 14h47
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Andei nesses últimos dias com um cansaço extremo. Cansada dos fatos, da indiferença de algumas pessoas, das situações em que me encontrava. Amadurecendo algumas idéias, sentimentos até... E vi que tudo começa a fazer sentido quando se percebe que é bonito ser humano, que não é vergonhoso ser portador de fragilidades, que a dor é universal, que a alegria nem sempre. Que a esperança é a terceira margem do Amor e que há sempre uma luz a ser devolvida. E mesmo que eu não entenda a indiferença de alguns seres humanos quanto a verdadeiros sentimentos e não queria Amar com tanta intensidade (que talvez seja meu mal ou o meu BEM MAIOR!), sei que sou esse ser humano bonito aí. Refleti sobre como anda nossa capacidade de amar, e me indaguei que uma coisa é você amar por necessidade e a outra é você amar por valor. E vi que amar por necessidade é você querer que o outro seja o que você quer. E o mais lindo de todas as conclusões que cheguei é que amar por valor é amar o outro como ele é. E quando forem embora todas as suas utilidades, todas as suas paixões efêmeras ou aquilo que você por comodismo não fez valer a pena, saberá o quanto é amado. Ah, eu tenho me perguntado se há filosofias, leis ou princípios. Bom, princípios os meus eu os sigo e um deles é não fazer nada que vá contra. E fazer da vida um sonho real, e tentar por ela me deixar envolver. Ou você sonha, ou não acontece nada ou você tem eternos pesadelos. Fazer da vida um pesadelo é a ARTE de MUITOS. Fazer dela um NADA é a arte da maioria. E fazer dela um sonho é a arte do artista. E sei que vou por aí... Com um princípio meu que: Mesmo que alguns não seja fiéis ou verdadeiros comigo, sei que eu tenho que ser.
Escrito por Fé às 16h59
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O amor é meu bem e meu mal, que me mata e me faz viver Se sente mas ñ se vê.. dias há que n'alma me tem posto um não sei quê, que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê.
OBS: Esse poema encontrei em um perfil no orkut o autor é desconhecido. Identifiquei-me muito. Quando criança carregava no coração (ainda que cheio de fantasias a esperança daqueles finais felizes). Eu conheci os dois lados do amor. É engraçado, as pessoas sempre proferem sobre o amor, mas nunca estão preparadas pra ele. Eu me sinto às vezes, um peixe fora d´agua. Todos os sentimentos que são dignos de serem verdadeiros, as pessoas simplesmente, os ignoram?! Fingem que não são com elas... É conflitante demais pra mim! Sou um pequeno-grande coração com um turbilhão de sentimentos iguais a esses que vivi o tempo todo sufocado?! Imaginem como o coração fica? Perguntam-me sempre como vai o meu coração e eu nem sei como os responder. Mas, sei que de alguma forma tenho perdido o gosto para o amor ou até mesmo para as “paixões”, para conquistas, para aquela sensação tão gostosa que sentimos pra conquistar alguém!Talvez pq tivesse também muitas desilusões... Confesso que eu não queria ser assim... Eu não queria amar com tanta intensidade e sinceridade. E o que me interrogo a pouco mais de dez anos nas poucas vezes em que amei alguém: porque as pessoas ficam tão resistentes quando o amor verdadeiro bate a sua porta? Porque as pessoas ficam duram a todos os sentimentos que são advindos do amor? Nesse caso me refiro ao respeito, fidelidade, carinho, ternura, desvelo. Por quê? Por que elas tratam com desdém? Nesses dez anos que amei um alguém aí, nunca imaginei que o ser humano fosse tão ríspido, tão insensível a todos os sentimentos bons que eu os ofereceria. E realmente chego a algumas conclusões de que sentimentos de verdade, amor de verdade assustam as pessoas! Em alguns casos de recusas são providas de desilusões... Nesse caso eu nem faço questionamentos, por que já vivi desilusões que me deixaram também insegura e um medo tremendo de sofrer novamente. Quanto à pessoa citada que amei pouco mais de dez anos (ou será que amo? Ou odeio?). O fato é que de todos os seus relacionamentos pude ver que nenhuma o amou de verdade. Nenhuma chegou a amar se quer um milímetro do que senti. Apesar de que amor não se mede em intensidades! Mas sim sua sinceridade e dedicação.E hoje coitado, vivi a sequidão das paixões efêmeras. Se tivesse repensado todos meus dialetos de amor, talvez seu caminho teria sido mais sereno. Tem umas questões que o pessoal levanta que “o sofrimento é opcional, e você é quem escolhe por quem vale a pena sofrer”. Bem, pode até ser que eu optei, mas será que ele é realmente opcional? Posso está viajando em algumas idéias. Mas, no amor não temos necessariamente opções, ele dói sem sabermos o porquê. E o mais complexo desse sentimento, é que ao longo desses dez ou onze anos. Eu, violentamente perdi pessoas por causa do amor. Esse mesmo sentimento que me persegue em tempo e distâncias, que me toca...ainda que sem mãos, ainda que sem face, sem corpo...Eu o sinto... implodindo meu peito... Intenso como um acontecimento que me arrebata todos os sentidos... E me deixa atônita...atenta...sem fôlego e sem palavras...trêmula... extasiada...plena! E posso dizer que diante de várias escolhas, questionamentos, mensurações desse sentimento. Foi o amor quem me escolheu! Ele é o meu bem e meu mal.
Escrito por Fé às 12h22
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Hoje, ao atender ao telefone que insistentemente exigia atenção, o meu mundo desabou. Entre soluços e lamentos, a voz do outro lado da linha me informava que o meu melhor amigo, meu companheiro de jornada, meu ombro camarada. Havia sofrido um grave acidente, vindo a falecer quase que instantaneamente. Lembro de ter desligado o telefone, e caminhado a passos lentos para meu quarto, meu refúgio particular. As imagens de minha juventude vieram quase que instantaneamente a mente. A faculdade, as conversas em volta da lareira até altas horas da noite, os amores não correspondidos, as confidências ao pé do ouvido, as colas, a cumplicidade. Os sorrisos. - Ahh, os sorrisos - como eram fáceis de surgir naquela época. Lembrei da formatura, de um novo horizonte surgindo, das lágrimas e despedidas, e principalmente, das promessas de novos encontros. Lembro perfeitamente de cada feição do melhor amigo que já tive em toda a vida: em seus olhos a promessa de que eu nunca seria esquecido. E realmente, nunca fui. Perdi a conta das vezes em que ele carinhosamente me ligava quando eu estava no fundo do poço. Ou das mensagens - que nunca respondi - que ele constantemente me enviava, enchendo minha caixa postal eletrônica de esperanças e promessas de um futuro melhor. Lembro que foi o seu rosto preocupado que vi quando acordei de minha cirurgia para retirada do apêndice. Lembro que foi em seu ombro que chorei a perda de meu amado pai. Foi em seu ouvido que derramei as lamentações do noivado desfeito. Apesar do esforço para vasculhar minha mente, não consegui me lembrar de uma só vez em que tenha pegado o telefone para ligar e dizer a ele o quanto era importante para mim contar com a sua amizade. Afinal, eu era um homem muito ocupado. Eu não tinha tempo. Não lembro de uma só vez em que me preocupei de procurar um texto edificante e enviar para ele, ou qualquer outro amigo, com o intuito de tornar o seu dia melhor. Eu não tinha tempo. Não lembro de ter feito qualquer tipo de surpresa, como aparecer de repente com uma pizza e um coração aberto disposto a ouvir. Eu não tinha tempo. Não lembro de qualquer dia em que eu estivesse disposto a ouvir os seus problemas. Eu não tinha tempo. Acho que eu nunca sequer imaginei que ele tinha problemas. Só agora vejo com clareza o meu egoísmo. Talvez - e este talvez irá me acompanhar eternamente - se eu tivesse saindo de meu pedestal egocêntrico e prestado um pouco de atenção e despendido um pouquinho do meu sagrado tempo, meu grande amigo não teria bebido ate não agüentar mais e não teria jogado sua vida fora ao perder o controle de um carro que com certeza, não tinha a mínima condição de dirigir. Talvez, ele, que sempre inundou o meu mundo com sua iluminada presença, estivesse se sentindo sozinho. Até mesmo as mensagens engraçadas que ele constantemente deixava em minha secretária eletrônica, poderiam ser seu jeito de pedir ajuda. Aquelas mesmas mensagens que simplesmente apaguei da secretária eletrônica, jamais se apagarão da minha consciência. Estas indagações que inundam agora o meu ser nunca mais terão resposta. A minha falta de tempo me impediu de respondê-las. Agora, lentamente escolho uma roupa preta - digna do meu estado de espírito - e pego o telefone. Aviso o meu chefe de que não irei trabalhar hoje - e quem sabe nem amanhã, nem depois... -, pois irei tirar o dia para homenagear com meu pranto; a uma das pessoas que mais amei nesta vida. Ao desligar o telefone, com surpresa eu vejo, entre lágrimas e remorsos, de que para isto, para acompanhar durante um dia inteiro o seu corpo sem vida; EU TIVE TEMPO!"
OBS: Conheço esse texto há um bom tempo e considero-o muito bem feito. Ele trata a questão do TEMPO e da AMIZADE de uma maneira que nos faz voltarmos para dentro de nós mesmos e refletirmos sobre nossos relacionamentos de amizades. Que hoje para nossa realidade, está tudo mecanizado, frio, seco, sem sentimentos, por interesses que pra mim não fazem parte dos meus princípios. Amizade pra mim é diferente! Sou fiel aos meus amigos, mesmo que alguns não sejam comigo, sei que tenho que ser. Perderam-se tudo, conversas no fim da tarde já não existem mais, ou quando existem é tudo conometrado, corrido incerto. Já não se vê mais retorno de ligações, mensagens de agradecimento por mensagem recebida, não que eu faça questão de que agradeçam, mas talvez seja uma postura de consideração do tempo que a pessoa desprendeu para enviá-la. Há pouco tempo recebi um e-mail que falava sobre o status do MSN, e isso também se encaixa a essa questão. Confesso também que omito meu status no MSN de vez quando, em momentos que não estou com muita paciência, isso é natural, é nosso lado humano. Outra coisa que percebo como é engraçado como tem gente que bloqueia seu contato no MSN sem explicações como se você fosse algo descartável, um papel, uma migalha a ser jogada ao vento. Ei, eu sou um ser humano, tenho sentimentos! Que não são descartáveis assim. O sentido da amizade hoje pra mim, já não é como antes. Isso é fato que boa parte das pessoas nunca tem tempo pra seus amigos. É a realidade desse texto. Sei que o tempo é algo que não volta mais. Se as pessoas paressem pra pensar sobre isso e aproveitar cada segundo com aqueles amigos que verdadeiramente são dignos da amizade. Talvez as perdas fossem menos doidas, ou desprovidas de remorsos. Tenho muitos conhecidos, mas amigos de verdade são poucos. Não entendo porque as pessoas mudam assim de uma hora pra outra, fogem das conversas, deixam as coisas tudo no ar? O fato é que as pessoas só valorizam as amizades depois que as perde.
Escrito por Fé às 10h34
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...
”O meu amor não tem importância nenhuma. Não tem o peso nem de uma rosa de espuma!
Desfolha-se por quem? Para quem se perfuma?
O meu amor não tem importância nenhuma.”
(Inscrição na Areia – Cecília Meireles)
“Perdoa-me, folha seca, Cheguei pra rega-la Vim para amar neste mundo, e até do amor me perdi.”
(...)
(Canção de Outono - Cecília Meireles)
OBS : Adoro as poesias de Cecília... Tenho lido ultimamente os escrito, a literatura dela.
E me encontro em diversos versos... Hoje mesmo ao ler esses dois poemas, me vi nas duas estrofes... Acho que até do amor me perdi e me perdi mesmo... Talvez eu não me encontre mais. Atualmente me sinto solta, dispersa por aí. E parece que o amor, o amor de verdade está se tornando algo inatingível. Penso que às vezes damos valor a tantas pessoas, que não valorizam. O amor que oferecemos não tem mais importância... Tudo parece estar ficando em segundo plano.
E eu confesso que cansei... Cada dia que passa é desilusão em cima de desilusão, mentiras, interesses efêmeros. Ninguém quer mais nada sério, tudo passageiro, de uma noite, de um dia somente! Eu, não quero nada de um dia somente, quero um amor por toda eternidade... Será que é pedir demais? Acho que nos tempos de hoje, pode ser que seja. Estou tão exausta que sinto que quanto mais a gente tenta, pior fica. As pessoas fazem hora com a cara da gente. Fingem que não nos conhece, como se nós tivéssemos feito mal a elas, é um absurdo! Eu sinceramente, cansei, desisto, venci pelo cansaço! Cansei de ser a “boazinha”. Cansei disso sabe?!
Já tentei demais! E tudo por causa do amor. Dessa busca constante, que cada dia que passa se torna utópico.
Enfim, tenho uma leve impressão que a solidão, algo que tenho certo medo e que em algumas vezes, soa frio inebriando um beijo gélido no meu rosto, será minha companhia até que esse mesmo amor me traga de volta.
Escrito por Fé às 15h36
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ANJO - Leonardo Reis e Saulo Fernandes
Acredita em anjo Pois é, sou o seu Soube que anda triste Que sente falta de alguém Que não quer amar ninguém Por isso estou aqui Vim cuidar de você Te proteger, te fazer sorrir Te entender, te ouvir E quando tiver cansada Cantar pra você dormir Te colocar sobre as minhas asas Te apresentar as estrelas do meu céu Passar em Saturno e roubar o seu mais lindo anel Vou secar qualquer lágrima Que ousar cair Vou desviar todo mal do seu pensamento Vou estar contigo a todo momento Sem que você me veja Vou fazer tudo que você deseja Mas, de repente você me beija O coração dispara E a consciência sente dor E eu descubro que além de anjo Eu posso ser seu amor.
OBS: Ontem domingo essa música foi a mais tocada no churrasquim, no luau na casa de Brunim... E o incrível que diz tudo que ando sentido no momento, no momento nada, há um certo tempo já. Mesmo que eu esconda de mim mesma, muitas coisas estão aí a minha frente, lacerando o coração. Ando sentido uma tristeza tão funda, uma nostalgia. E o pior é que as pessoas já estão notando essa tristeza no olhar. Ando com vontade de ter um anjo assim, alguém que pudesse cuidar de mim, por sobre suas “asas” e me levar pra “voar”... E ao mesmo tempo de ser um anjo também, de ter um desvelo... Não sei mas, é estranho me sentir assim. É talvez o SER e TER, QUERER e não PODER. Já tentei ser esse anjo na vida de alguém aí, foram quase 9 anos de peregrinação, digamos assim. E todos em vão. De nada adiantou. Fiz tanta coisa por um amor, vasculhei meus cantos e recantos, em busca de alvuras e relíquias simples. E o que ele me deu de bom? Nada! Me deu foi alinharias. Deu-me um coração ferido, rasgado há mais de oito anos... Me deu um coração inseguro, com medo de amar de novo. Já nem sei mais o que é isso. Nesse domingo aos risos e prantos contritos, me desabei ouvindo essa música. Já eram por volta de 12:20, violão e vozes cantando, cada um ali; com seu peso de sentimento e entrega. E meu olhar; submerso ao longe. Divagando a diversas lembranças, onde pude sentir o peso da saudade e do seu silêncio que ousou suscitar as funduras e chagas do meu coração. Esse mesmo silêncio veio carregado de palavras dessa pessoa: ásperas e prepotentes, sussurrando em minha memória aquelas antigas frases ditas com tanta convicção por tal pessoa, proferindo que o que eu sentia, não era Amor. Se não era Amor, o que mais poderia vir a ser ?? Sei que por muito vou lembrar mais uma vez. E outra. E vou esquecer e logo depois relembrar, como se há muito tivesse esquecido. Que música linda, oh se eu pudesse ser um anjo na vida de alguém definitivamente e de verdade. Ou mesmo ter um, pra olhar por mim...
Escrito por nanda às 00h25
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O amanhecer e o anoitecer
Parecem deixar-me intacta
Mas os meus olhos estão vendo o que há em mim,,
De mesma e exata.
Uma tristeza e uma alegria
O meu pensamento entrelça,
Na que estou a cada instante
Outra imagem se despedaça.
Este mistério me pertence
Que ninguém de fora repara
Nos turvos rostos sucedidos,
No tanque da memória clara.
Ninguém distingue a leve sombra
Que o autêntico desenho mata,
E para os outros vou ficando,
A mesma. Continuada e exata.
Chorai oh, olhos de mil figuras!
Pelas mil figuras passadas
E pelas mil que vão chegando
Noite dia.
Não consentidas, mas recebidas e esperadas.
PS: Os poemas de Cecília Meireles pra mim, são verdadeiras lições de vida e de certa forma
Se encaixam muito em vários momentos da minha vida. Este poema mesmo veio na hora certa. Hoje acordei assim, querendo ficar quieta, encistada e em transição. Com várias faces de mim mesma. Eloqüente e continuada.
Escrito por nanda às 10h37
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Ando permeada de desejos, delicadezas, de tanta vontade de me doar por inteiro ... Mas, também de incertezas e minha alma vai sendo bordada, talho a talho. Vai sendo despida. Sinto-me nua.
E em inúmeros momentos meu coração é saqueado. Bordando nos olhos da menina que tecela os retalhos, os linhos, as sedas das minhas inseguranças. E realmente, ando a deriva por aí... Ando solta, dispersa como folha que o vento sopra; e seu sopro me machuca tanto, tanto... Pois caio em jardins tão espinhosos, meu Deus! Aquele mesmo vento, o trouxe a mim, o leva de mim... É uma brisa leve, mas ruivante!
Mesmo que não me digam palavras nenhuma, eu pressinto. O mundo e as pessoas têm emulado me entristecido demais. Deixando meu quarto escuro, meu coração ferido e cheio de incertezas.
Tantas incertezas, que já caiu por terra tudo que sonhei... Ninguém leva a sério mais nada, há um vulcão de falsidades, mentiras, traições todos em erupção, destruindo tudo... E tudo que sonhei está unida a uma pessoa depois de tanta luta. Tantas palavras, tantas cartas, tantos gestos, tantos poemas dedicados... Vem-me um filme na memória. Vêm-me as lutas dos anos de 1998, das cartas, dos versos, das conversas, das minhas atitudes, das lágrimas que derramei, da certeza fiel que depois de um tempo tudo se acertaria. Mas foi em vão. Passou-se 10 anos, mesmo que meu sentimento tenha se calado em mim e minhas atitudes ausentes, esse desejo estava vivo, latente.
O destino foi cruel, tanto eu fiz tantas lágrimas, tanto amor eu ofereci e foi em vão. Nada vingou.
E o medo da solidão vem se tornando cada vez mais intensa. Decerto tudo aquilo que esperei que com tempo viesse a brotar, desde as inúmeras sementes que semeei naquele terreno árido, esquivo, cheio da púbere e vendo-o crescer a cada ano e ela ir se acabando. Dando espaço a juventude, que hoje estamos os dois, vivendo cada um com uma história... Nada vingou, nenhuma rosa floriu. Nenhuma atitude minha foi capaz de mudar, nenhum gesto meu foi o suficiente, nem todo o amor oferecido foi tamanho pra convencê-lo. Nesses 10 anos que se passaram, me parece escapar das mãos, sendo levados nesse vento Baluante. Foi tudo ilusão. Talvez porque quem ama, espera. Vejo que não tem jeito mais. Essa brisa baluante o afastou de mim. E talvez, nunca mais nos veremos. Talvez esse silêncio que se fez em nós, nesses três
últimos anos, dilacere mais e mais meu amor. Esperei-o muito, não sei se tenho mais forças para continuar.
Se os ventos e as brisas que me beijam a face fossem mais calmas, mais amorosas. E me deixassem em jardins mais doces e menos agressivos ... Mas não o são. Esse vento que me leva e os trás a mim, me sopra no seu dançar e me deixa solta, dispersa... Nem seus olhos procuram a imensidão dos meus mais! Nunca mais os vi... Dói-me tanto. É aquele estigma dos poetas, dos amores inatingíveis. É irrealizável! Parece que nossas palavras não são levadas em conta. Nada mais é repensado. Vivo ultimamente um deserto. Já o chamei, já pus em pratos limpos e tu nunca vens? É o que sempre expressei em meus poemas dos anos todos: “Não demore, oh Amor errante. Pois a pele perde o viço e a dor dilacera o coração”.
E assim fito a janela e rezando confusa uma oração do Amor, onde peço resgate, onde peço um abraço de aconchego e calma. Onde peço que uma brisa cintilante me beije docemente a face e leva-me aos vales de bênçãos.
Escrito por nanda às 10h17
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Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor - Eu soubesse repor - No coração despedaçado As mais puras alegrias de tua infância!
(Manuel Bandeira -Impossível Carinho)
OBS:
Sentimentos impossíveis... Sim! Esse poema de Manuel Bandeira sempre me remeteu a essa questão de quando gostamos de alguém (e esse alguém não sabe, ou se sabe, finge que não sabe, ou não é correspondido... etc.). Quando falo de gostar, aqui falo do AMOR, sentimentos que vão além do amor fraternal...
Ô céus como é difícil sabe... Parece que sangra a alma, arde... Como pode às vezes a gente está ao lado de alguém a quem gostamos e não PODEMOS nem olhar, nem abraçar de verdade. Por quê? Por que não pode? Sim, porque não PODE e também é preciso ter o respeito ao próximo, que talvez não saiba o que se passa em você! Tem pessoas que simplesmente vão te ignorando..Afastam-se de você do nada! Não atendem mais telefonemas, não te olham mais... Tipo como se você fosse um alguém qualquer que passou na vida dela, de passagem só... Tem umas que se afastam, ou porque se apaixonaram e não conseguem ser amigos de alguém que gostam (mas, bem que poderiam falar né? Se tão ou não! Saem da nossa vida e nos deixam no vácuo, sem explicações!) ou mesmo por que não tão afim mesmo!
E outras pessoas vão te proporcionando tanta coisa bacana, e você não pode nem se quer dar carinho, abraçar, beijar... Por que tem que ser dessa forma? Tantos sentimentos já viraram cinzas dentro de mim... Não entendo o coração humano... Sempre foge quando vir sentimentos baterem a sua porta! Fogem por medo de sofrer ou por COVARDIA de tentar! Nesse caso, considero COVARDIA! Não sei se os outros se sentem assim, mas eu sinto. Sinto como se tivesse encontrado um baú lacrado a sete chaves, tenho até as chaves,elas estão nas minhas mãos, mas no entanto, não tenho forças pra abrir.
Escrito por nanda às 10h15
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Pincelando As Telas de Mim
Ando assim, de coração remendado...Permeia nesses últimos meses tantos sentimentos. Sinto em mim doces lembranças todas prescritas em um vergel, desenhadas em giz, pinceladas nas telas de mim. Tenho uma espécie de saudade infinita; de momentos que não voltam mais.De beijos e lábios que não se tocarão mais...De abraços, carinhos, sorrisos que jamais verei serem dados com tanto inocência e pureza de alma.De amizades que se foram, de confidências...De amigos que não sabem que são tão especiais e que os lembro com carinho, a todo instante.É como se nesses momentos eu abrisse aquela gaveta, lá do fundo e começasse a reviver tudo.Em alguns momentos sinto até mesmo o cheiro daquela estação de ano que vivi essas histórias. Lembro-me dos lugares exatos, da música da época.E aquela tela é novamente pintada, com vários tons, cada qual com sua devida cor.É bom, sentir saudade, mas por outro lado também vêm momentos tristes, dos quais me doem muito.Procuro não lembrar, mas a tela parece que precisa ser terminada ou talvez mudada a cor.Talvez para meu amadurecimento.Apesar de que quando se pinta uma “tela da vida”, alguns pessoas falam não tem como mudar a cor.Mas a minha tem sim...E esses momentos, parece que os vivo novamente, em segundos consigo sentir aquela mesma dor ou raiva.O meu defeito é que quando as lembro, sinto cada vez mais aqueles punhais, aquelas decepções avassaladoras, no piscar de segundos.E essa tela é pincelada também, mas bem nebulosa, com nuances cinza-branco...E ao mesmo tempo, vem-me lágrimas nos olhos.Vem-me aquela pessoa que eu nunca imaginava que gostava tanto assim.Que eu não imaginava viver momentos e situações que pra mim, jamais pensei que pudesse um dia viver.E que hoje, ah, hoje me encontro assim, a reler cartas, a escrever poemas, a saltar o coração a cada toque do celular à espera de ligações, que sei que; não virão.Mesmo sabendo que não virão, tenho plena consciência disso, não consigo deixar essa emoção ou expectativa de lado.É automático...Assolam em mim vontades de ir atrás, de olhar-te de longe, encostada na sombra daquela árvore que sempre ficávamos pegando a fresca nos domingos de sol.E ver-te deambular de sua casa, a chegada do trabalho, as saídas para farras, as lavagens da moto e olhar-te...Sei que não se deve ficar presa as lembranças do passado e que o ideal é viver o presente.Mas ando tão atordoada que isso nem tem feito tanto efeito para mim.Então essa tela vai sendo pintada, umas com tons coloridos, outras com nuances opacos e nebulosos.Em pincéis que deslizam minha pele, minha alma.No giz que rabiscam e delineiam cada ferida, cada saudade, a cada beijo que eu vier a dar ou receber, a cada abraço que eu venha a enlaçar, a cada mão que vier a tocar, e a cada lágrima que eu esteja derramado ou que eu venha derramar; rabiscada e pincelada nas telas de mim.
Escrito por nanda às 23h23
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Sem Ar - D´Black
Meus pés não tocam mais o chão. Meus olhos não vêem a minha direção. Da minha boca saem coisas sem sentido. Você era meu farol e hoje estou perdido.
O sofrimento vem à noite sem pudor. Somente o sono ameniza minha dor. Mas e depois? E quando o dia clarear? Quero viver do teu sorriso teu olhar.
Eu corro pro mar pra não lembrar você. E o vento me traz o que eu quero esquecer. Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar. Nos teus braços é o meu lugar. Contemplando as estrelas minha solidão. Aperta forte o peito é mais que uma emoção Esqueci do meu orgulho pra você voltar Permaneço sem amor, sem luz, sem ar
Perdi o jogo, e tive que te ver partir. E minha alma sem motivo para existir. Já não suporto esse vazio quero me entregar Ter você pra nunca mais nos separar
Você é o encaixe perfeito do meu coração. O teu sorriso é a chama da minha paixão. Mas é fria a madrugada sem você aqui. Só com você no pensamento.
(...)
PS.: Gosto muito desta música e nesse momento que estou vivendo agora, ela diz tudo por mim! Tudo que estou sentindo nas madrugadas frias, solitárias...Onde tento esquecer-te, é que vou te encontrando, onde aquele “Eu te Amo” que ocultei de seus lábios, hoje; é o que mais gostaria ouvir de VOCÊ. No entanto, tal atitude de defesa fosse talvez; melhor não ter ouvido, do que está nesse instante arrebatada por ter ouvido esse “Eu te Amo” em vão. Por que “Eu te amo” , não é bom dia!?!? Eu te Amo quer dizer: “Você me completa”, Você faz parte da minha vida, Você é meu porto seguro muito certo...E de repente já não mais ser porto seguro e não mais completar nada. Ôohh são tantas indagações que sondam meu ser. Oh, como é dificil lhe dar com separações, rompimentos de amizades e namoros. Ando com sentimentos à flor da pele e parece que fico mais sensível a dor do outro. Nesses momentos costumo usar uma estrofe de um poema de minha autoria que diz: (...) “Já quis curar a dor do mundo/Mas hoje o meu mundo, é que sente uma grande dor”. E já faz um mês, estou assim como diz a música em algumas estrofes e do meu poema citado também. E cada dia a “fixa” vai caindo, sem esperanças e mais intensa a tristeza se assola em mim. Estou sofrendo calada, sem poder desabafar com ninguém, já que a situação que vivida talvez ainda; não se cabe falar. E, tão pouco posso encontrar um solo, um porto seguro pra eu sucegar meu ser. E assim vou, nesse outubro nebuloso, tristonho, com cinza-branco da neve.
* Segue abaixo o video pra quem não conhecer a música, vale a pena conferir!
http://br.youtube.com/watch?v=nU5Wja1EjiU
Escrito por nanda às 11h15
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