O amor é meu bem e meu mal, que me mata e me faz viver Se sente mas ñ se vê.. dias há que n'alma me tem posto um não sei quê, que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê.
OBS: Esse poema encontrei em um perfil no orkut o autor é desconhecido. Identifiquei-me muito. Quando criança carregava no coração (ainda que cheio de fantasias a esperança daqueles finais felizes). Eu conheci os dois lados do amor. É engraçado, as pessoas sempre proferem sobre o amor, mas nunca estão preparadas pra ele. Eu me sinto às vezes, um peixe fora d´agua. Todos os sentimentos que são dignos de serem verdadeiros, as pessoas simplesmente, os ignoram?! Fingem que não são com elas... É conflitante demais pra mim! Sou um pequeno-grande coração com um turbilhão de sentimentos iguais a esses que vivi o tempo todo sufocado?! Imaginem como o coração fica? Perguntam-me sempre como vai o meu coração e eu nem sei como os responder. Mas, sei que de alguma forma tenho perdido o gosto para o amor ou até mesmo para as “paixões”, para conquistas, para aquela sensação tão gostosa que sentimos pra conquistar alguém!Talvez pq tivesse também muitas desilusões... Confesso que eu não queria ser assim... Eu não queria amar com tanta intensidade e sinceridade. E o que me interrogo a pouco mais de dez anos nas poucas vezes em que amei alguém: porque as pessoas ficam tão resistentes quando o amor verdadeiro bate a sua porta? Porque as pessoas ficam duram a todos os sentimentos que são advindos do amor? Nesse caso me refiro ao respeito, fidelidade, carinho, ternura, desvelo. Por quê? Por que elas tratam com desdém? Nesses dez anos que amei um alguém aí, nunca imaginei que o ser humano fosse tão ríspido, tão insensível a todos os sentimentos bons que eu os ofereceria. E realmente chego a algumas conclusões de que sentimentos de verdade, amor de verdade assustam as pessoas! Em alguns casos de recusas são providas de desilusões... Nesse caso eu nem faço questionamentos, por que já vivi desilusões que me deixaram também insegura e um medo tremendo de sofrer novamente. Quanto à pessoa citada que amei pouco mais de dez anos (ou será que amo? Ou odeio?). O fato é que de todos os seus relacionamentos pude ver que nenhuma o amou de verdade. Nenhuma chegou a amar se quer um milímetro do que senti. Apesar de que amor não se mede em intensidades! Mas sim sua sinceridade e dedicação.E hoje coitado, vivi a sequidão das paixões efêmeras. Se tivesse repensado todos meus dialetos de amor, talvez seu caminho teria sido mais sereno. Tem umas questões que o pessoal levanta que “o sofrimento é opcional, e você é quem escolhe por quem vale a pena sofrer”. Bem, pode até ser que eu optei, mas será que ele é realmente opcional? Posso está viajando em algumas idéias. Mas, no amor não temos necessariamente opções, ele dói sem sabermos o porquê. E o mais complexo desse sentimento, é que ao longo desses dez ou onze anos. Eu, violentamente perdi pessoas por causa do amor. Esse mesmo sentimento que me persegue em tempo e distâncias, que me toca...ainda que sem mãos, ainda que sem face, sem corpo...Eu o sinto... implodindo meu peito... Intenso como um acontecimento que me arrebata todos os sentidos... E me deixa atônita...atenta...sem fôlego e sem palavras...trêmula... extasiada...plena! E posso dizer que diante de várias escolhas, questionamentos, mensurações desse sentimento. Foi o amor quem me escolheu! Ele é o meu bem e meu mal.
Escrito por Fé às 12h22
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